Associado da ELASE no meio Ironman

 

O associado da Elase, Gustavo Pasinatto Mirandoli, participou do meio Iroman, que aconteceu no dia 22 de abril, em Florianópolis.  Ele contou sobre sua experiência na competição. Confira o depoimento de Gustavo:

“O dia tão esperado chegou. Parecia sonho, era um manifesto de empolgação, inquietação e nervosismo que se estenderam até as 06h40 daquele domingo. A largada que o coração vai na boca, a briga por um espaço no mar de gente, o cuidado de não pisar em nenhum buraco e colocar toda a prova em risco, a adrenalina furando cada onda até encaixar o ritmo e nadar por 1900m, em um mar desconhecido, mexido, e desafiador.

A aflição por estar em alto mar e ver que a boia de retorno demora se aproximar é transformada em nova adrenalina, alívio e empolgação ao ver a areia se aproximando, a multidão esperando. Vamos pegar a bike e fazer força por 90Km.  E sim, foi muita força, por 2h40. Durante praticamente metade deste tempo duelei contra o vento que castigou e desafiou, principalmente a cabeça, que dizia para reduzir e descansar e ao mesmo tempo em seguir no ritmo. Naquela hora seriam apenas mais três horas de prova.

Todo o cuidado com a hidratação, com a alimentação, com a cadência, com o coração, com os buracos na pista, com o vácuo, saber lidar com aquela dor que só aparece na prova, ou com aquela câimbra que não perdoa, mas nada que diminua a vontade de provar a si mesmo que sim, é possível.

O Garmin sinalizava que o km 85, estava chegando. Hora de aumentar a cadência da pedalada pra preparar as pernas pra mais 21km de corrida.

Que começaram muito bem, ritmo forte. Muita torcida, muito coração e cabeça pra terminar aqueles 21Km em 1 hora e 42 min, e avistar o portal de chegada, avistar a família na torcida, após 5 horas e 6 minutos de prova. Sensação única, de realização, empoderamento e vitalidade, meio Ironman, concluído com sucesso!

Nesse um ano de triathlon, percebi que no esporte, e em qualquer outra atividade que se deposita intenção e coração para um determinado objetivo, o treinamento e a preparação devem servir como um caminho de felicidade e prazer para um resultado grandioso. No triathlon posso afirmar que nós não nos preparamos para fazer uma prova, mas sim para viver uma experiência. O triathlon é um universo muito amplo onde quanto mais você se envolve, mais percebe que ainda tem muito a aprender.”